Quem disse que somente escritores, artistas e palestrantes fariam sucesso na 1ª Feira Literária de Embu das Artes claramente não conheceu o mais carismático frequentador do evento: um simpático cãozinho que já é praticamente um patrimônio afetivo do centro histórico da cidade.
Conhecido por muitos comerciantes e frequentadores da região, o mascote circula livremente pelas ruas de Embu das Artes e, pelo jeito, já sabe exatamente onde encontrar um carinho, um cafuné e, principalmente... um petisco!
Durante os dois dias da feira, realizada no Centro Cultural Mestre Assis, ele fez questão de acompanhar tudo bem de perto. Passeou entre os estandes, visitou escritores, caminhou tranquilamente entre o público e parecia observar atentamente toda a movimentação, como quem conferia se a programação estava mesmo à altura de um grande evento literário.
Mas o auge de sua participação aconteceu durante uma apresentação artística.
Quando o palco ganhou um artista de quatro patas
Enquanto dois artistas se apresentavam para um público atento, o simpático visitante resolveu que aquele era o momento perfeito para... entrar no palco. "Sem cerimônia, Sem convite, Sem medo da plateia." Com a maior naturalidade do mundo, atravessou o cenário, escolheu um cantinho do carpete e começou a se coçar como se estivesse na sala de casa e o público caiu na risada. Os artistas, profissionais e bem-humorados, seguiram a apresentação enquanto o inesperado "convidado especial" roubava completamente a cena.
Foram poucos segundos, mas suficientes para arrancar aplausos, gargalhadas e celulares apontados para registrar aquele momento que dificilmente estava previsto na programação oficial da Feira Literária.
O olhar mais apaixonado da feira
Se no palco ele mostrou talento para a comédia, fora dele revelou seu lado romântico. Em determinado momento, nosso protagonista encontrou uma jovem segurando um petisco. O resultado foi uma verdadeira aula de expressão corporal.
Sentado, imóvel e completamente concentrado, lançou aquele famoso olhar de "pidão profissional", daqueles capazes de derreter até os corações mais resistentes... Olhos fixos, cabeça levemente inclinada e aquela expressão de quem dizia: - "Você sabe que esse petisco já tem dono, não sabe?"
A jovem sorriu... e, como quase sempre acontece nessas histórias, o final foi feliz para o cãozinho.
A literatura também é feita de encontros inesperados
A 1ª Feira Literária de Embu das Artes reuniu escritores, leitores, músicos, artistas e famílias em torno do universo dos livros. Mas também mostrou que os melhores momentos de um evento nem sempre estão escritos na programação. Às vezes, eles aparecem abanando o rabo.
A espontaneidade do mascote acabou se tornando uma das lembranças mais divertidas da feira e reforçou o clima acolhedor que tomou conta do evento durante os dois dias de programação. Enquanto escritores autografavam livros e artistas emocionavam o público, um cãozinho circulava livremente lembrando a todos que a cultura também pode ser leve, divertida e cheia de surpresas.
Se a primeira Feira Literária de Embu das Artes já entrou para a história pelos livros, pelas apresentações e pelos encontros entre autores e leitores, certamente também será lembrada pelo simpático "crítico literário" de quatro patas que, sem dizer uma palavra, conquistou o coração de todo mundo. E convenhamos... Depois daquele olhar apaixonado em busca de um petisco, ficou difícil decidir quem foi o verdadeiro astro da feira...
