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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Avanço no diagnóstico veterinário amplia segurança no manejo da babesiose


Empresa brasileira apresenta solução rápida e adaptada à de Babesia predominantes no país.


A babesiose canina é uma hemoparasitose transmitida principalmente pelo carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus) e causada, no Brasil, sobretudo pela Babesia vogeli. A doença afeta os glóbulos vermelhos e pode evoluir rapidamente para quadros graves, com anemia intensa, icterícia, hemoglobinúria, febre, letargia e, em situações mais complexas, disfunções renais, hepáticas e neurológicas. Por sua capacidade de progredir de forma aguda e potencialmente fatal, a babesiose exige diagnóstico precoce e manejo clínico imediato, tornando-se um dos principais desafios da rotina veterinária em regiões endêmicas.

O Babesia IgG Vet Fast, primeiro teste rápido nacional voltado para a detecção de anticorpos IgG contra Babesia vogeli, agente etiológico hoje reconhecido como o principal causador da babesiose canina no Brasil, pode ajudar no diagnóstico precoce da doença. Transmitida pelo carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus), essa hemoparasitose pode evoluir rapidamente para quadros graves, com anemia, icterícia, hemoglobinúria e disfunções orgânicas, tornando a agilidade diagnóstica uma ferramenta essencial para o prognóstico. Em condições de campo ou de emergência, a possibilidade de confirmar a suspeita clínica em minutos permite ao médico-veterinário iniciar prontamente o tratamento, reduzir complicações e elevar a chance de recuperação, especialmente em filhotes, animais imunossuprimidos ou expostos a coinfecções.

Com metodologia imunocromatográfica de fluxo lateral, o Babesia IgG Vet Fast opera em formato de cassete, sem necessidade de equipamentos ou infraestrutura laboratorial. A portabilidade do teste favorece o uso durante o atendimento clínico em consultórios ou diretamente em campo, oferecendo uma alternativa prática e ágil de triagem em comparação a métodos tradicionais como PCR, esfregaço sanguíneo ou ELISA — técnicas que dependem de laboratório, equipe especializada e maior tempo de processamento. O fato de o teste detectar anticorpos IgG amplia a janela de identificação, permitindo reconhecer exposições mesmo quando a parasitemia é baixa ou o parasita já não se encontra na circulação.

Por ser o primeiro desenvolvimento brasileiro da categoria, o teste foi validado com painéis de amostras representativos de B. vogeli que circulam no país, garantindo que o diagnóstico reflete o cenário epidemiológico vigente. Essa validaçãol tende a favorecer a sensibilidade e a especificidade em diversas áreas endêmicas, reduzindo riscos de falso-negativos em infecções crônicas e mantendo precisão em regiões com menor exposição. A produção nacional ainda facilita o monitoramento contínuo de desempenho e ajustes futuros conforme novos dados de campo surgem.

O Babesia IgG Vet Fast utiliza sangue total com anticoagulante, soro ou plasma, preferencialmente frescos, com armazenamento refrigerado permitido por curto período quando necessário. A ampla janela imunológica permite a associação clínica mas, ainda assim, resultados negativos em animais com forte suspeita clínica — como febre, mucosas pálidas, icterícia, trombocitopenia e histórico recente de infestação por carrapatos — exigem cautela. Nesses casos, recomenda-se repetir o teste após alguns dias ou complementar a investigação com métodos como PCR, avaliação de esfregaço sanguíneo por profissional experiente e exames hematológicos completos.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Para se livrar de pulgas e carrapatos, além dos pets, ambiente deve ser "tratado"


Veterinário da Pet Center Marginal ensina tutor a identificar o problema e alerta: 95% das pulgas estão nos espaços frequentados pelos animais

O clima quente é cenário ideal para a proliferação de pulgas e carrapatos, parasitas que costumam atacar cães e gatos.  Além do incomodo para o animal que se coça, desenvolve feridas na pele, falhas na pelagem e alergias, eles podem ser acometidos por outras doenças transmitidas por esses ectoparasitas.  Segundo o médico veterinário  Manrique Andrés, da rede Pet Center Marginal, a maioria dos cães são alérgicos às picadas de pulgas, carrapatos e até pernilongos.
"O tutor deve fazer varreduras frequentes na pele do animal, além da coceira, tanto as pulgas como os pernilongos deixam pontos avermelhados na pele. Já os carrapatos lembram pequenos pontos escuros. O ideal é investir na prevenção, optando por  anti-pulgas, repelentes e cuidados com o ambiente, já que esses parasitas habitam o espaço físico (praças públicas, halls dos prédios, ruas)", esclarece.

Estima-se, aliás, que 95% das pulgas estejam no ambiente. Encontrados tanto no ambiente rural e urbano, as pulgas e os carrapatos fazem ninhos nas frestas dos tacos de madeira, portas, carpetes, tapetes, além de gramado e terra. "Por isso é importante fica atento aos locais que são frequentados pelos pets. Esses espaços, muitas vezes negligenciados, também devem ser tratados com produtos específicos", alerta o Dr. Andrés.

As pulgas ainda transmitem verminoses para cães e gatos. Como elas picam o animal, podem transmitir vermes pela saliva.  Nos felinos, porém, elas são mais graves, pois podem contaminá-los com a Mycoplasma, parasita do sangue, cuja nocividade está sendo estudada. Grandes infestações de pulgas, sem tratamento adequado, ainda levam a quadros de anemia que podem ser graves, dependo do estado de saúde do animal.

Já os carrapatos, segundo o veterinário da Pet Center Marginal, são responsáveis principalmente pela Erlichiose e Babesiose, enfermidades  popularmente conhecidas como “doença do carrapato”. "Comuns em nosso meio, elas causam a destruição de células sanguíneas. Entre os sintomas em cães, estão febre, apatia, falta de apetite, podendo evoluir a óbito", informa o veterinário da Pet Center Marginal.

Como tratar os animais

Entre as opções para o tratamento contra pulgas e carrapatos, é possível encontrar no mercado sprays que são potentes, agem rapidamente e devem ser passados em todo o corpo do animal. Há também as pipetas com produto que podem demorar (entre 24 horas e 48 horas)  para ser absorvido e ficar realmente ativo. É aplicado na região da nuca, diretamente sobre a pele, afastando os pêlos, o banho só poderá ser dado 3 dias após a aplicação.

Quanto as medicações orais, temos anti-pulgas em comprimido que funcionam como um anticoncepcional de pulgas, deixando-as estéreis, ótimo para controlar a infestação do ambiente, mas se o cão for alérgico, será picado e desenvolverá as alergias.

Outro comprimido disponível é muito eficiente, as pulgas caem a partir de 20 minutos após a administração, mas ele só protegerá o corpo por até 48 horas, após este período as pulgas do ambiente poderão infestar novamente o paciente.

Além desses medicamentos, é importantíssimo o controle ambiental (retirar lixos estocados, madeiras empilhadas. Existem sprays e soluções para controle de ectoparasitas no ambiente.

De acordo com o Dr. Andrés,  o ideal é tratar todos os animais da casa, para poder exterminar esses ectoparasitas.