Assista nossos programas:
sexta-feira, 22 de maio de 2026
🌿 Campanha “Escute as Aves da Mata Atlântica” — 27 de maio, das 8h30 às 16h
Antes mesmo de serem vistas, muitas aves da Mata Atlântica são percebidas pelo som. O canto vindo das copas, o movimento entre as árvores e a presença discreta da fauna ajudam a lembrar que, mesmo em meio às grandes cidades, a floresta ainda resiste e continua pedindo atenção. É com esse convite à escuta e à conexão com a natureza que a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), por meio das diretorias de Parques Urbanos e de Biodiversidade e Biotecnologia, participa da campanha nacional “Escute as Aves da Mata Atlântica”, lançada oficialmente no próximo dia 27 de maio, das 8h30 às 16h.
Ao longo da semana, os parques estaduais receberão atividades gratuitas de educação ambiental, observação de aves, rodas de conversa, trilhas guiadas, exposições e oficinas voltadas à conscientização sobre preservação da fauna e dos habitats naturais. A proposta é aproximar o público da biodiversidade presente nos parques urbanos e estimular a conexão das pessoas com a Mata Atlântica por meio da escuta, da observação e da experiência direta com a natureza.
Durante as atividades, os frequentadores serão orientados a manter silêncio para contemplar o som das aves, permitindo que o canto natural da fauna se destaque e proporcionando uma imersão sensorial mais profunda. Essa prática, além de enriquecer a experiência dos visitantes, reduz o estresse e favorece a observação das espécies em seu comportamento habitual.
No Parque Jequitibá, na divisa entre São Paulo e Cotia, a programação inclui atividades lúdicas com crianças sobre a redução da cobertura original da Mata Atlântica, plantio de mudas nativas, trilhas de avistamento de fauna e oficinas de bombas de sementes (argila e sementes de ipê). Já o Parque Ecológico do Tietê, no núcleo Engenheiro Goulart, na zona Leste da capital, promoverá a atividade “Asas do Tietê”, dedicada à observação de aves e à conscientização sobre a importância ecológica das várzeas urbanas.
No Parque Maria Cristina Hellmeister de Abreu, na zona Leste, os visitantes poderão participar de exposições sobre espécies ameaçadas da Mata Atlântica, caminhadas para reconhecimento de plantas nativas e atividades de avistamento de fauna. A programação também prevê ações no Parque Estadual Chácara da Baronesa, em Santo André, no ABC paulista, com rodas de conversa sobre identificação de aves, escuta de cantos em campo, trilhas de observação e atividades artísticas voltadas ao público infantil. As atividades foram estruturadas para dialogar com diferentes públicos e reforçar, de forma acessível, temas como conservação dos habitats, combate ao tráfico de animais silvestres e valorização da biodiversidade brasileira.
Conservação e conscientização
A campanha “Escute as Aves da Mata Atlântica” foi criada de forma colaborativa por instituições públicas, pesquisadores, universidades e organizações da sociedade civil que integram o PAN Aves da Mata Atlântica. A iniciativa aborda temas como perda de habitat, caça e tráfico de animais, espécies exóticas invasoras e soltura inadequada de fauna silvestre, buscando ampliar o engajamento social em torno da conservação das aves do bioma.
“A participação da Semil nessa mobilização reforça o papel da educação ambiental na conservação da biodiversidade. Os parques urbanos são espaços estratégicos para aproximar as pessoas da natureza e despertar esse olhar de pertencimento e cuidado com a Mata Atlântica e suas espécies”, afirma Patrícia Locosque Ramos, diretora de Biodiversidade e Biotecnologia da Semil.
Para Ana Lúcia Seabra, diretora de Parques Urbanos, as atividades também ajudam a fortalecer a relação da população com os espaços verdes da cidade. “Os parques estaduais são ambientes de convivência, aprendizado e conexão com a biodiversidade. Ao promover ações de observação de aves e sensibilização ambiental, mostramos que esses espaços também são fundamentais para a conservação da fauna e para a qualidade de vida da população”, destaca.
Conservar para manter a vida
A Mata Atlântica abriga cerca de 890 espécies de aves, sendo mais de 200 exclusivas desse bioma. Apesar de sua importância ecológica, climática e hídrica, a floresta sofre pressão constante do desmatamento, da fragmentação de habitats e do tráfico de animais silvestres. A campanha pretende justamente ampliar a conscientização da sociedade sobre esses impactos e incentivar a participação da população na proteção da biodiversidade brasileira.
Serviço: Campanha “Escute as Aves da Mata Atlântica”
Dia 27 de maio
Das 8h30 às 16h
Endereços dos parques:
Núcleo de Lazer Maria Cristina Hellmeister de Abreu - Av. Kumaki Aoki, nº 1389 - Jardim Helena - São Paulo. Telefone: (11) 2823-2475
Parque Ecológico do Tietê - Núcleo de Lazer Engenheiro Goulart - Rodovia Parque Nº 8055, Vila Santo Henrique - São Paulo. Telefone: (11) 2823-2250 / 2823-2266
Parque Jequitibá - Rua Sapucai 320-776 - Gramado - Cotia - São Paulo. Telefone: (11) 4613-6651
Parque Estadual Chácara da Baronesa - Avenida José Fernando Medina Braga, 8 - Santo André - SP, Bairro Jardim Las Vegas. Telefone: (11) 4422-9081
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Avanço no diagnóstico veterinário amplia segurança no manejo da babesiose
Empresa brasileira apresenta solução rápida e adaptada à de Babesia predominantes no país.
A babesiose canina é uma hemoparasitose transmitida principalmente pelo carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus) e causada, no Brasil, sobretudo pela Babesia vogeli. A doença afeta os glóbulos vermelhos e pode evoluir rapidamente para quadros graves, com anemia intensa, icterícia, hemoglobinúria, febre, letargia e, em situações mais complexas, disfunções renais, hepáticas e neurológicas. Por sua capacidade de progredir de forma aguda e potencialmente fatal, a babesiose exige diagnóstico precoce e manejo clínico imediato, tornando-se um dos principais desafios da rotina veterinária em regiões endêmicas.
O Babesia IgG Vet Fast, primeiro teste rápido nacional voltado para a detecção de anticorpos IgG contra Babesia vogeli, agente etiológico hoje reconhecido como o principal causador da babesiose canina no Brasil, pode ajudar no diagnóstico precoce da doença. Transmitida pelo carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus), essa hemoparasitose pode evoluir rapidamente para quadros graves, com anemia, icterícia, hemoglobinúria e disfunções orgânicas, tornando a agilidade diagnóstica uma ferramenta essencial para o prognóstico. Em condições de campo ou de emergência, a possibilidade de confirmar a suspeita clínica em minutos permite ao médico-veterinário iniciar prontamente o tratamento, reduzir complicações e elevar a chance de recuperação, especialmente em filhotes, animais imunossuprimidos ou expostos a coinfecções.
Com metodologia imunocromatográfica de fluxo lateral, o Babesia IgG Vet Fast opera em formato de cassete, sem necessidade de equipamentos ou infraestrutura laboratorial. A portabilidade do teste favorece o uso durante o atendimento clínico em consultórios ou diretamente em campo, oferecendo uma alternativa prática e ágil de triagem em comparação a métodos tradicionais como PCR, esfregaço sanguíneo ou ELISA — técnicas que dependem de laboratório, equipe especializada e maior tempo de processamento. O fato de o teste detectar anticorpos IgG amplia a janela de identificação, permitindo reconhecer exposições mesmo quando a parasitemia é baixa ou o parasita já não se encontra na circulação.
Por ser o primeiro desenvolvimento brasileiro da categoria, o teste foi validado com painéis de amostras representativos de B. vogeli que circulam no país, garantindo que o diagnóstico reflete o cenário epidemiológico vigente. Essa validaçãol tende a favorecer a sensibilidade e a especificidade em diversas áreas endêmicas, reduzindo riscos de falso-negativos em infecções crônicas e mantendo precisão em regiões com menor exposição. A produção nacional ainda facilita o monitoramento contínuo de desempenho e ajustes futuros conforme novos dados de campo surgem.
O Babesia IgG Vet Fast utiliza sangue total com anticoagulante, soro ou plasma, preferencialmente frescos, com armazenamento refrigerado permitido por curto período quando necessário. A ampla janela imunológica permite a associação clínica mas, ainda assim, resultados negativos em animais com forte suspeita clínica — como febre, mucosas pálidas, icterícia, trombocitopenia e histórico recente de infestação por carrapatos — exigem cautela. Nesses casos, recomenda-se repetir o teste após alguns dias ou complementar a investigação com métodos como PCR, avaliação de esfregaço sanguíneo por profissional experiente e exames hematológicos completos.
Assinar:
Postagens (Atom)

